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Em outubro, o Porto recebe uma das conversas mais importantes da Europa sobre inteligência artificial

 

Em outubro, o Porto recebe uma das conversas mais importantes da Europa sobre inteligência artificial.

Não é pouca coisa.

Mas há uma diferença entre receber uma conversa e fazer parte dela. Entre ser o lugar onde o debate acontece e ser o território que sabe o que fazer com o que ficou depois.

Essa distinção ainda não está resolvida.

A região tem universidades com projeção real, centros de investigação que não precisam de se justificar, empresas que cresceram sem esperar por ninguém. Tem, a todos os títulos, o direito de estar nessa mesa. O que ainda não tem, ou não tem com a clareza que o momento exige, é uma resposta coletiva à pergunta que a inteligência artificial está a fazer a toda a gente:

O que é que muda, aqui, a partir de agora?

Não nas estratégias. Não nos documentos. No dia a dia das empresas que ainda decidem com instinto, nas fábricas que automatizam por pressão e não por visão, nas PME que sabem que algo está a mudar mas não sabem bem onde começar.

Receber o fórum é um sinal. Um sinal, por si só, não transforma nada.

O que fica depois de outubro é o que importa.

E isso ainda está por decidir.

 

Por: Fabíola Pereira de Sousa - Jornalista